sexta-feira, 27 de julho de 2007

"... bati outra vez, e tornei a bater, e continuei batendo sem me importar que as pessoas na rua parassem para olhar, eu quis chamá-lo, mas tinha esquecido seu nome, se é que alguma vez o soube, se é que ele o teve um dia,mas eu não ia mais indo por dentro da chuva, pelo meio da cidade, eu só estava parado naquela porta fazia muito tempo, depois do ponto, tão escuro agora que eu não conseguiria nunca mais encontrar o caminho de volta, nem tentar outra coisa, outra ação, outro gesto além de continuar batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo nesta porta que não abre nunca."

Caio Fernando Abreu

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade...sei lá de quê!”

[Florbela Espanca]
"ओ मू मुन्दो não é कामो ओ डॉस ओउत्रोस, कुएरो देमैस, एक्षिजो देमैस, há एम् मिम उमा सेदे दे इन्फिनितो, उमा angústia कोन्स्तानते कुए नेम एउ मेस्मा कोम्प्रीन्दो, पोइस एस्टू लोंगे दे सेर उमा पेस्सिमिस्ता; सौ अन्तेस उमा एक्षल्तद, कॉम उमा अल्मा इन्तेंसा, विओलेंता, अतोर्मेंतादा, उमा अल्मा कुए não से सेंट बम ओंदे está, कुए टेम सौदादे...सी lá दे quê!”

[फ्लोर्बेला एस्पंचा]

não era nada com você...

"Não era nada com você. Ou quase nada. Estou tão desintegrado. Atravessei o resto da noite encarando minha desintegração. Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro. Farpas. Uma pressa, uma urgência.E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar."

Caio Fernando Abreu

एउ गोस्तो दे वो

"Eu gosto de você. Eu fico assustado cada vez que eu vou te encontrar. Quando eu me aproximo, eu não sei o que fazer com as mãos, com os olhos. Eu não sei o que fazer. Como proceder. Você por perto é como se um prédio estivesse pegando fogo e eu estivesse solto pelos corredores. Eu admiro a sua inteligência. Compreendo ou pelo menos, tento compreender o teu ponto-de-vista. Para que eu não o desrespeite. Para que eu não avance sobre ele com as minhas idéias velhas sobre o mundo. Eu acho você atraente. E morro de medo que todo mundo descubra isso porque se eu já não tenho chance agora, imagine quando a população carioca te descobrir? Adoro o teu humor. A rapidez do teu raciocínio...Gosto do carinho e da forma atenciosa como nos encaramos. E dos silêncios que no ínício incomodavam e hoje em dia, descortinam."

Egídio La Pasta Jr

फेलिज़ तोदोस ओस डास परा ती

"Feliz todos os dias para ti. Feliz todas as horas. Você é um cara tão especial para mim. Porque você pintou no momento em que eu pensava que havia perdido o interesse pela paixão. E mesmo a tua recusa e mesmo o teu estranhamento inicial, apesar dele, eu ainda te adoro da mesma forma. De um jeito tão particular e tão inteiro que talvez você não compreenda jamais, que talvez eu não seja capaz de me fazer entender nunca. Eu abriria mão de muitos vícios por você. Um amor não é só o amor no peito. Um amor é também essa falha na comunicação. Essas imperfeições no querer de um e no compreender do outro. Eu te quero tão bem. Eu só te quero bem, aliás. Eu vou curtir o meu show. Boa noite, boa todas as noites sempre. De coração. Onde eu estiver de noite, eu vou lembrar você."

Egídio La Pasta Jr

cda

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

O apanhador no campo de centeio

"Seja lá como for, fico imaginando uma porção de crianças brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo. Milhares de crianças e ninguém por perto – quer dizer ninguém grande – a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o que eu tenho de fazer? Tenho que segurar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começa a correr sem olhar onde esta indo eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que ia fazer dia todo. Ia ser só o apanhador no campo de centeio e tudo. Sei que é maluquice, mas e a única coisa que eu queria fazer. " (The catcher in the rye)